quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sede será no Lago Sul

CORREIO BRAZILIENSE

08/09/09

Uma das integrantes do consórcio responsável pela construção do VLT, a empresa Altran inaugurou ontem sua nova sede, no Lago Sul, inteiramente envolvida com a implantação deste que será o primeiro veículo leve sobre trilhos da América Latina. Representantes do GDF, como o secretário de Transportes, Alberto Fraga, e o ministro francês dos Transportes, Dominique Bussereau, prestigiaram a inauguração do prédio da empresa.

O diretor da Altran em Brasília, Ricardo Aires, destaca que o VLT tem um papel importante para a revitalização de áreas abandonadas e degradadas. Portanto, o novo meio de transporte será fundamental para a revitalização da W3. O VLT terá um impacto grande na valorização imobiliária e vai influenciar muito na vida das pessoas que vivem nas áreas próximas. Cerca de 90% de todo o fluxo de transportes do Distrito Federal passa pela W3, destacou.

A Altran é uma empresa francesa líder europeia no mercado de consultoria em tecnologia e inovação. Ricardo Aires contou que, para a implantação do VLT em Brasília, foi necessário buscar soluções que não ferissem o tombamento. Na maioria dos trechos, a alimentação do veículo será feita pelo solo, o que representa um ganho ambiental significativo, destacou Aires.

O ministro Dominique Bussereau elogiou o projeto do veículo leve sobre trilhos do Distrito Federal. Países como a China e o Japão também estão começando a se abrir para esse tipo de transporte. O projeto de Brasília é excelente. A parceria da França com o Brasil para a área de transporte é estratégica, afirmou o ministro francês, durante a inauguração da sede da Altran. (HM)

TRIBUNA DO BRASIL

08/09/09

Nicolas Sarkozy garante VLT

Presidente da França assina convênio de 170 milhões de euros

Os recursos para iniciar as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já estão disponíveis. Após a assinatura de um convênio com o governo francês, que foi representado pelo presidente Nicolas Sarkozy, ontem, garante mais 170 milhões de euros para o VLT, o que corresponde a R$ 370 milhões.

Essa quantia é parte dos R$ 720 milhões que serão empregados apenas no primeiro trecho, que percorre toda a Asa Sul e finda no começo da Asa Norte. Segundo ogovernador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, as obras começarão ainda nesta semana.

Em uma passagem rápida pelo Brasil, o presidente da França marcou presença na cerimônia de assinatura do convênio, que é um termo de empréstimo no valor de R$ 370 milhões do governo francês ao governo do DF. Ao evento estiveram também os ministros da Cultura, Transporte e Relações Exteriores da França, além de diversos representantes brasileiros, como o ministro das Cidades, Márcio Fortes, e parlamentares locais, como a deputada distrital e líder da bancada do governo Eurides Brito.

Arruda anunciou que com o recebimento desses recursos provindos do governo francês, acrescentado de R$ 24 milhões do orçamento do GDF e R$ 27 milhões de um empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será possível iniciar as obras do trecho dois do primeiro sistema de VLT da América Latina.

Dividida em três etapas, a pretensão é de que pelo menos um trecho do VLT seja inaugurado no próximo 7 de Setembro. Conforme informou o secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, a quantia que o GDF dispõe para a construção do novo sistema de transporte corresponde à metade do valor total para o trecho inicial, com percurso de 6 quilômetros, ligando o terminal da Asa Sul até a 502 Norte.

MENOS ÔNIBUS O valor total da obra (incluindo os três trechos) é de R$ 1,6 bilhão, mas para o trecho dois (inicial) precisamos de R$ 720 milhões e já conseguimos 50% desse valor, disse Fraga. A intenção do governo é diminuir o fluxo de veículos na Avenida W3. Quando o VLT estiver pronto, serão retirados 630 ônibus da W3 Sul.Durante as obras, com previsão de 14 meses para a conclusão, os brasilienses sofrerão com as mudanças e principalmente com as dificuldades de trânsito.

Não haverá mais estacionamentos disponíveis entre as duas pistas da avenida e 495 árvores serão retiradas. Após a conclusão da obra, segundo o secretário Fraga, 1.500 mudas serão plantadas em substituição.

Copa de 2014

A obra não vai parar por falta de recursos, afirmou Fraga, ao ser questionado sobre o orçamento restante para a totalização do VLT, mas ainda não informou qual a fonte proveniente dos R$ 880 milhões. O governador Arruda disse ter tido boas conversas com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, ontem, na comemoração da Independência, e esclareceu ter garantias de parcerias para a finalização de toda a obra, que visa a Copa do Mundo de Futebol, em 2014.

Temos que agradecer aos governos e dizer que em 2014 o sistema de Transporte Leve Sobre Trilhos de Brasília estará preparado para a Copa, informou o governador, ao citar uma linha que fará a ligação do Eixo Monumental à Esplanada dos Ministérios.

Contendo 39 carros, compreendendo o percurso total, os 16 veículos destinados ao trecho inicial serão importados da França. Cada um dos carros tem capacidade para 400 passageiros, o que beneficia 15.600 pessoas em cada viagem, chegando a transportar de 1.200 a 2 mil passageiros ao dia. Com a obra, o GDF também disponibilizará 20 mil vagas nas garagens subterrâneas situadas ao longo dos trechos.

Início das Obras

CLICA BRASÍLIA

07/09/09

Arruda assina financiamento e anuncia início imediato de obras de veículo leve sobre trilhos

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, inaugurou há pouco uma exposição sobre o sistema de veículo leve sobre trilhos que circulará em Brasília. Em visita à capital federal, ele recebeu do governador José Roberto Arruda uma placa comemorativa dos 50 anos de Brasília.

Sarkozy não falou durante a cerimônia. O governador Arruda agradeceu a presença do líder francês e anunciou o início imediato das obras do primeiro trecho (que ligará o final ao início da Asa Sul).

Pouco mais cedo, Arruda assinou um financiamento de 140 milhões de euros (cerca de R$ 400 milhões). O dinheiro permitirá o início das obras e veio da agência francesa de desenvolvimento.

O custo das obras dessa primeira fase está estimado em R$ 775,8 milhões. De acordo com o secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, o governo possui atualmente R$ 24 milhões de verba do próprio orçamento, R$ 27 milhões de um empréstimo do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da linha de R$ 140 milhões de euros.

Apesar de ainda não contar com recursos completos para o primeiro trecho, Fragaassegurou que essa etapa estará pronta até setembro do próximo ano. “O GDF ainda está correndo atrás dos financiamentos necessários, mas já temos o suficiente para dar início às obras.”

Segundo ele, não há chance de as obras serem interrompidas por falta de dinheiro.

Para o governador Arruda, Brasília sai na frente ao dar início às obras do primeiro sistema de veículo leve sobre trilhos da América Latina. “A cidade é pioneira nas obras de urbanização entre as sedes da Copa de 2014.”

Alstom

Alstom fornecerá o primeiro sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT) da América Latina para Brasília
08 Setembro 2009

Em 7 de setembro, Patrick Kron, CEO da Alstom, inaugurou uma exposição sobre o futuro sistema de VLT de Brasília, na presença do Presidente Presidente da França, Nicolas Sarkozy, que está atualmente em visita ao País, e do Governador José Roberto Arruda. O governo de Brasília assinou um contrato com o consórcio Brastram, constituído pela Alstom, TC/BR, Mendes Jr. e Via, para a fase 1 do projeto do VLT. A participação da Alstom nessa primeira fase é de cerca de €140 milhões.

O projeto inclui o fornecimento de 16 VLTs Citadis e a construção de um trecho de 8 km de via (1,2 km dos quais usarão a tecnologia de alimentação de energia pelo solo - APS). Essa tecnologia de ponta fornece energia aos VLTs sem o uso de sistemas de catenária – o que ajuda a preservar o ambiente urbano e a herança cultural dos centros das cidades. Em uso desde 2003 em Bordeaux e selecionada também pelas cidades de Reims, Angers, Orleans e Dubai, a tecnologia APS é ideal para uma cidade moderna como Brasília.

A capital do Brasil se tornará, assim, a primeira cidade na América Latina a ter um sistema de veículo leve sobre trilhos moderno. O VLT permite que os espaços urbanos sejam repensados, além de preservar a herança arquitetônica e contribuir para o crescimento da cidade, sem danos ao meio ambiente. Em todo o mundo, até hoje, 29 cidades encomendaram um total de 1.221 VLTs Citadis da Alstom.

Os VLTs de Brasília serão capazes de transportar mais de 400 passageiros por veículo - o equivalente a mais de 6 ônibus*. Em termos de capacidade, a solução selecionada para este projeto deverá transportar 120.000 a 200.000 passageiros por dia. A Alstom também fornecerá ao projeto VLT o sistemas de energia elétrica, bem como sistemas de telecomunicações, sinalização, bilhetagem automática, bem como Centro de Controle Operacional.

Com este novo projeto, a Alstom está reforçando sua presença no mercado brasileiro de transporte sobre trilhos. A empresa está envolvida em inúmeros projetos para modernizar as redes de transporte brasileiras. Estes incluem, por exemplo, um contrato assinado em abril de 2009 para fornecer 48 carros para o metrô de Brasília e a modernização do sistema de sinalização. A Alstom também fornecerá 16 trens e um sistema automático de controle de trens para o Metrô São Paulo. A Alstom emprega em torno de 4.000 pessoas no Brasil, sendo aproximadamente metade na indústria ferroviária.

Sobe a Alstom Transporte

Focada no transporte sustentável, o Setor Transporte da Alstom desenvolve e comercializa a mais completa variedade de sistemas, equipamentos e serviços do mercado ferroviário. A Alstom é capaz de fornecer um sistema de transporte completo, de material rodante a sinalização e infra-estrutura, além de oferecer soluções turnkey. Em 2008-2009, o faturamento do Setor Transporte da Alstom foi de €5,7 bilhões, e os pedidos aumentaram em 9% em relação ao ano fiscal anterior. A Alstom está, com o Setor Transporte, presente em mais de 60 países e emprega 27.000 pessoas.

Alstom

Alstom participará da implantação do VLT do DF

09/09/2009

Na tarde do último dia 07, Patrick Kron, CEO da Alstom, inaugurou uma exposição sobre o futuro sistema de VLT de Brasília, na presença do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que está atualmente em visita ao País, e do governador José Roberto Arruda. O governo de Brasília assinou um contrato com o consórcio Brastram, constituído pela Alstom, TC/BR, Mendes Jr. e Via, para a fase 1 do projeto do VLT. A participação da Alstom nessa primeira fase é de cerca de €140 milhões.

O projeto inclui o fornecimento de 16 VLTs Citadis e a construção de um trecho de 8 km de via (1,2 km dos quais usarão a tecnologia de alimentação de energia pelo solo - APS). Essa tecnologia de ponta fornece energia aos VLTs sem o uso de sistemas de catenária – o que ajuda a preservar o ambiente urbano e a herança cultural dos centros das cidades. Em uso desde 2003 em Bordeaux e selecionada também pelas cidades de Reims, Angers, Orleans e Dubai, a tecnologia APS é ideal para uma cidade moderna como Brasília.

A capital do Brasil se tornará, assim, a primeira cidade na América Latina a ter um sistema de veículo leve sobre trilhos moderno. O VLT permite que os espaços urbanos sejam repensados, além de preservar a herança arquitetônica e contribuir para o crescimento da cidade, sem danos ao meio ambiente. Em todo o mundo, até hoje, 29 cidades encomendaram um total de 1.221 VLTs Citadis da Alstom.

Os VLTs de Brasília serão capazes de transportar mais de 400 passageiros por veículo - o equivalente a mais de 6 ônibus (considerando-se um ônibus que transporta 66 passageiros, com 6 pessoas por metro quadrado).

Em termos de capacidade, a solução selecionada para este projeto deverá transportar 120.000 a 200.000 passageiros por dia. A Alstom também fornecerá ao projeto VLT o sistemas de energia elétrica, bem como sistemas de telecomunicações, sinalização, bilhetagem automática, bem como Centro de Controle Operacional.

Com este novo projeto, a Alstom está reforçando sua presença no mercado brasileiro de transporte sobre trilhos. A empresa está envolvida em inúmeros projetos para modernizar as redes de transporte brasileiras. Estes incluem, por exemplo, um contrato assinado em abril de 2009 para fornecer 48 carros para o metrô de Brasília e a modernização do sistema de sinalização. A Alstom também fornecerá 16 trens e um sistema automático de controle de trens para o Metrô São Paulo. A Alstom emprega em torno de 4.000 pessoas no Brasil, sendo aproximadamente metade na indústria ferroviária.

Exposição

Modelo do VLT atrai os moradores
Cerca de mil pessoas visitaram ontem o modelo do novo trem, exposto no Setor Comercial Sul


Brasilienses puderam conhecer ontem um modelo de vagão do veículo leve sobre trilhos (VLT) que terá seu primeiro trecho construído na superfície da W3 Sul e Norte, na área onde hoje é o canteiro central da avenida. O novo transporte tem como meta principal desafogar o trânsito do Distrito Federal com a redução do número de carros e ônibus nas ruas. O trem está exposto na Quadra 6 do Setor Comercial Sul, em frente ao shopping Pátio Brasil. Quem passou pelo local teve a oportunidade de entrar e conferir como é o novo veículo. Segundo a Secretaria de Transportes, mais de mil pessoas visitaram o vagão, que ficará aberto até o dia 20.

Na hora do almoço, houve até fila para entrar no trem. Atendentes distribuíram planfletos sobre o VLT, enquanto um telão apresentava um vídeo sobre a obra. Moradores de Taguatinga, a dona-de-casa Jean Rocha de Andrade, 39 anos, e o filho Emanuel, 14, foram juntos conhecer o novo transporte ao meio-dia. Eles ficaram quase 30 minutos esperando um lugar no vagão, que recebe 50 visitantes por vez. O esforço foi feito a pedido do garoto, que desde quando ouviu falar sobre o obra, pede a mãe para conhecê-la de perto. “Uma pena que só irá atender o Plano Piloto, mas tenho fé que depois o governo irá construir esses metrôs nas outras cidades”, comentou a dona de casa. Na opinião do adolescente, o trem é “muito bonito” e “será bem melhor” quando estiver circulando.

Wesley de Almeida destaca o conforto do trem aberto à visitação pública
A impressão que o instrutor de treinamento Wesley de Almeida, 28, teve ao entrar no vagão também foi positiva. “Pelo menos parece ser bem mais confortável que os outros transportes”, avaliou. Para ele, o VLT será uma alternativa de mobilidade no centro da capital. “Ás vezes, deixo o carro parado e ando de ônibus. Irei usar o novo transporte com certeza”, afirmou. A engenheira civil Lorenza Oppea, 30, está há apenas sete meses em Brasília mas se sente confiante para falar das dificuldades de fluidez do trânsito local. Acostumada a viajar a trabalho, ela sempre encontra engarrafamento na hora de pico a caminho do aeroporto. “Serei uma futura usuária do VLT e vou aposentar a ida ao aeroporto pelo Eixão”, ressaltou.

A preocupação do porteiro Aurélio dos Santos, 32, é em relação ao atendimento do novo transporte. Ele elogiou a iniciativa do novo modelo, que considera moderna, mas criticou o acesso restrito à população do Plano Piloto. “Um sistema desse tinha que atender a todo mundo”, disse.

Tarifa
A engenheira Lorenza Oppa pretende usar o VLT para ir ao aeroporto JK - ()
A engenheira Lorenza Oppa pretende usar o VLT para ir ao aeroporto JK
Próximo ao horário do almoço, o secretário de Transportes Alberto Fraga foi ao local tirar dúvidas da população sobre o funcionamento do novo trem.Uma das questões mais perguntadas era sobre o valor da tarifa e a integração do VLT com os outros veículos do sistema de transporte. Fraga disse que, provavelmente, o preço da tarifa será o mesmo cobrado hoje no metrô: R$ 3 por viagem. “Mas isso só será definitivamente acertado quando o transporte estiver perto de funcionar”, observou. Sobre a integração entre os outros meios de transporte, ele esclareceu que o mesmo bilhete poderá ser usado para o VLT e o outro modelo, como ônibus, caso o passageiro faça apenas um único trecho.

O trem que está em exposição é um pouco menor do que os veículos que circularão pela W3 a partir de setembro de 2010. A obra começou oficialmente ontem com a demarcação de algumas áreas na avenida. Para tanto, serão retiradas 450 árvores que hoje fazem parte da paisagem do local. Como compensação ambiental, algumas serão replantadas na Área de Proteção Ambiental (APA) Ema/Cabeça de Veado além das 1,5 mil previstas para plantação na APA. A primeira etapa da obra irá ligar o fim da Asa Sul (516 Sul) até a 502 Norte. Serão 16 vagões que circularão a 70 km/h. Cada vagão comporta 500 pessoas.

As intervenções na W3 só serão sentidas pela população daqui há alguns meses, segundo Fraga. Os retornos da avenida serão fechados aos poucos. “O projeto prevê o fechamento dos retornos porque a prioridade é o transporte coletivo. Para retornar, os motoristas terão que entrar na quadra. Poderá haver um engarrafamento, mas nada que não seja já previsto”, comentou o secretário de Transportes.
Carro Citadis emprestado da cidade de Mulhouse, em testes na cidade de Buenos Aires circulando na linha Tranvia del Este. Foto de setembro de 2008. Foram emprestados dois carros, de numeração 20 04 e 20 05. O carro 20 05 ficou em exposição em Brasília.